Viver não é uma tarefa
fácil. De forma nenhuma é uma tarefa fácil para ninguém. Todos têm que lutar
para poder viver. A vida não se resume em ter apenas alegria ou tristezas, ou
ambas. A vida é e sempre vai ser a busca para compreender, aprender e entender
ou buscar entender sobre o mundo que vivemos, sobre os mundos que já passou, e
sobre as pessoas e tudo e todas as coisas que estão ao nosso redor.
Uma semente quando plantada, para poder
nascer ela primeiro precisa morrer. Uma semente morre para poder ganhar vida, e
nasce para viver e vive para morrer. O mesmo acontece com a gente. Quando somos
germinados no útero de nossas mães. A meu ver, a gestação é uma incerteza, mas
é um processo, o feto nesse período vai se formando e sendo formado. Tudo pode
acontecer no período de gestação de uma criança. A mãe tem uma responsabilidade
grande neste período, como o pai também. Quando nascemos, não temos noção do
que somos nós, em que lugar nós estamos, o que temos que fazer e para onde
temos que ir ou deixar de ir. Quando nascemos à única coisa de imediato que
ativa é o nosso instinto de sobrevivência que nos permite e nos faz querer
viver. O instinto pela sobrevivência. O instinto pela vida e de permanecer
vivo. No meu ver, a vida é uma incerteza. Ao nascermos não sabemos e nem
conhecemos nada, é partir de vivo que começamos a aprender e a conhecer o que
está ao nosso redor, com o passar do tempo. Quando falo que a vida é uma
incerteza, tenho em mente que, em qualquer momento, hora ou circunstancia somos
possibilitados a morte. Podemos morrer de causas naturais, acidentes e/ou
fatalidades provocadas ou não por nós mesmo ou outrem. No momento em que somos
gerados e propensos a ser uma forma de vida humana estamos sujeito a morrer,
seja uma forma de vida considerada normal ou “especial”. Todos nós somos
sugestivos a morrer a qualquer momento a partir do momento que a vida é
iniciada. Como poder privar alguém de viver, se somos todos iguais? Um tema
complicado e complexo que não pode ser deixado de lado e levado de forma
simplória. Vejo, que assim como uma semente que vive e morre algum dia, também
somos nós. Não lutamos nós desde o ventre de nossas mães? Não lutamos para
viver e sobreviver no mundo a partir que somos direcionados a vida? Sabemos que
a morte vem para todos, e que tudo tem um fim. Matar alguém, tirar a vida de
alguém e tirar o direito de alguém negando a liberdade e a possibilidade de
viver mesmo que o ser não possa compreender ou não venha a compreender nada,
ela não tem o direito à vida? Umas das grandes questões sobre esse assunto
complexos é saber onde começa a vida, onde se inicia a vida e o que pode
definir o início da vida? O tema aborto não é um tema de hoje, historicamente é
possível ver em varias sociedades diferentes em momentos históricos distintos. Um
tema que carrega um arcabouço enorme de debates, ideologias e teorias. Filósofos,
teólogos, cientistas, religiosos, estudiosos participaram e participam desse
debate importantíssimo, e a sociedade tem que participar e está em conhecimento
desse debate, pois ela nos é direta e indiretamente ligada a todos e vai gerar
influências significantes em nossas vidas.
Abortar ou não abortar
é um tema, como falei, complexo e controverso, mas que tem que ser debatido com
muito cuidado e devem-se ser ouvidos todos os segmentos sejam religiosos,
filosófico, históricos, cientifico e politico, pois através de um debate
conciso podemos chegar a uma solução. O Estado deve criar um debate amplo e
respeitando o pluralismo politico, de pensamento e de liberdade de expressão.
Não sou a favor do aborto, mas devemos olhar com cuidado o debate gerado e
verificar o que a lei fala e o que o debate tem levado. No meu entendimento a
caso e casos, que deve ser analisado com muito cuidado todos os aspectos a que
venha ocorrer. A mãe, ela é responsável pela vida que está sendo gerada dentro
do seu útero, por isso a meu ver, ter um filho é uma responsabilidade muito
grande, e nem é preciso explicar essa responsabilidade, pois ela se explica por
si só. Sou a favor da vida, mas devemos sempre analisar os casos específicos.
Entendo que no momento que duas pessoas querem ter filho eles são responsáveis
pela vida que estão gerando, pela vida do novo ser. Contudo o debate sobre o
aborte que acontece em nosso país é no caso do feto ser encéfalo e no caso de
estupros, no qual a mulher deva ser aparada e possa ter o direito de escolher
se continua a gravidez ou não. Tema muito delicado, pois envolve vários fatores
para a mulher, vai do psicológico ao risco de vida. O que não pode acontecer é
as pessoas abortarem de forma desregrada e que esses tipos de pessoas não sejam
responsabilizados por tal atitude. Se o aborto vai ser por lei autorizada ou
não, o que devemos entender é que somos responsáveis pela vida que está por
vir, pela vida que alguém carrega. Acredito que a sociedade deva participar e
buscar conhecer o debate que está acontecendo. Esse é um tema e um momento de
grande importância histórica que está acontecendo no Brasil que leva aí com
sigo grande numero de grupos, instituições, pensamentos e ideias contra e a
favor. O debate não se leva em conta apenas as questões biológicas e
cientificas, mas também filosóficas, histórias e religiosas, constitucional,
penal e legislativa. Não sou grande conhecedor das leis e nem das questões
cientificas, no entanto, vejo a importância de estarmos atentos a esse debate e
buscar conhecer o que isso vai gerar na sociedade Brasileira. O tema e extenso
e controverso, mas entendo como brasileiro e participante da sociedade que é
importante, mesmo que não entenda muito do assunto, está ciente do debate e
colocar aqui minhas impressões e o que penso sobre o tema que é muito
complicado. Questões e indagações ainda me instigam e me levam a refletir,
como: Onde começa a vida? O que pode ser entendido por alguém ser considerado
morto? A existência de um ser começa quando? E entre outros que busco
conhecimento e revelação em meus preceitos, conceitos e convicções.


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