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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aborto ou não...




Viver não é uma tarefa fácil. De forma nenhuma é uma tarefa fácil para ninguém. Todos têm que lutar para poder viver. A vida não se resume em ter apenas alegria ou tristezas, ou ambas. A vida é e sempre vai ser a busca para compreender, aprender e entender ou buscar entender sobre o mundo que vivemos, sobre os mundos que já passou, e sobre as pessoas e tudo e todas as coisas que estão ao nosso redor.

    Uma semente quando plantada, para poder nascer ela primeiro precisa morrer. Uma semente morre para poder ganhar vida, e nasce para viver e vive para morrer. O mesmo acontece com a gente. Quando somos germinados no útero de nossas mães. A meu ver, a gestação é uma incerteza, mas é um processo, o feto nesse período vai se formando e sendo formado. Tudo pode acontecer no período de gestação de uma criança. A mãe tem uma responsabilidade grande neste período, como o pai também. Quando nascemos, não temos noção do que somos nós, em que lugar nós estamos, o que temos que fazer e para onde temos que ir ou deixar de ir. Quando nascemos à única coisa de imediato que ativa é o nosso instinto de sobrevivência que nos permite e nos faz querer viver. O instinto pela sobrevivência. O instinto pela vida e de permanecer vivo. No meu ver, a vida é uma incerteza. Ao nascermos não sabemos e nem conhecemos nada, é partir de vivo que começamos a aprender e a conhecer o que está ao nosso redor, com o passar do tempo. Quando falo que a vida é uma incerteza, tenho em mente que, em qualquer momento, hora ou circunstancia somos possibilitados a morte. Podemos morrer de causas naturais, acidentes e/ou fatalidades provocadas ou não por nós mesmo ou outrem. No momento em que somos gerados e propensos a ser uma forma de vida humana estamos sujeito a morrer, seja uma forma de vida considerada normal ou “especial”. Todos nós somos sugestivos a morrer a qualquer momento a partir do momento que a vida é iniciada. Como poder privar alguém de viver, se somos todos iguais? Um tema complicado e complexo que não pode ser deixado de lado e levado de forma simplória. Vejo, que assim como uma semente que vive e morre algum dia, também somos nós. Não lutamos nós desde o ventre de nossas mães? Não lutamos para viver e sobreviver no mundo a partir que somos direcionados a vida? Sabemos que a morte vem para todos, e que tudo tem um fim. Matar alguém, tirar a vida de alguém e tirar o direito de alguém negando a liberdade e a possibilidade de viver mesmo que o ser não possa compreender ou não venha a compreender nada, ela não tem o direito à vida? Umas das grandes questões sobre esse assunto complexos é saber onde começa a vida, onde se inicia a vida e o que pode definir o início da vida? O tema aborto não é um tema de hoje, historicamente é possível ver em varias sociedades diferentes em momentos históricos distintos. Um tema que carrega um arcabouço enorme de debates, ideologias e teorias. Filósofos, teólogos, cientistas, religiosos, estudiosos participaram e participam desse debate importantíssimo, e a sociedade tem que participar e está em conhecimento desse debate, pois ela nos é direta e indiretamente ligada a todos e vai gerar influências significantes em nossas vidas.

   Abortar ou não abortar é um tema, como falei, complexo e controverso, mas que tem que ser debatido com muito cuidado e devem-se ser ouvidos todos os segmentos sejam religiosos, filosófico, históricos, cientifico e politico, pois através de um debate conciso podemos chegar a uma solução. O Estado deve criar um debate amplo e respeitando o pluralismo politico, de pensamento e de liberdade de expressão. Não sou a favor do aborto, mas devemos olhar com cuidado o debate gerado e verificar o que a lei fala e o que o debate tem levado. No meu entendimento a caso e casos, que deve ser analisado com muito cuidado todos os aspectos a que venha ocorrer. A mãe, ela é responsável pela vida que está sendo gerada dentro do seu útero, por isso a meu ver, ter um filho é uma responsabilidade muito grande, e nem é preciso explicar essa responsabilidade, pois ela se explica por si só. Sou a favor da vida, mas devemos sempre analisar os casos específicos. Entendo que no momento que duas pessoas querem ter filho eles são responsáveis pela vida que estão gerando, pela vida do novo ser. Contudo o debate sobre o aborte que acontece em nosso país é no caso do feto ser encéfalo e no caso de estupros, no qual a mulher deva ser aparada e possa ter o direito de escolher se continua a gravidez ou não. Tema muito delicado, pois envolve vários fatores para a mulher, vai do psicológico ao risco de vida. O que não pode acontecer é as pessoas abortarem de forma desregrada e que esses tipos de pessoas não sejam responsabilizados por tal atitude. Se o aborto vai ser por lei autorizada ou não, o que devemos entender é que somos responsáveis pela vida que está por vir, pela vida que alguém carrega. Acredito que a sociedade deva participar e buscar conhecer o debate que está acontecendo. Esse é um tema e um momento de grande importância histórica que está acontecendo no Brasil que leva aí com sigo grande numero de grupos, instituições, pensamentos e ideias contra e a favor. O debate não se leva em conta apenas as questões biológicas e cientificas, mas também filosóficas, histórias e religiosas, constitucional, penal e legislativa. Não sou grande conhecedor das leis e nem das questões cientificas, no entanto, vejo a importância de estarmos atentos a esse debate e buscar conhecer o que isso vai gerar na sociedade Brasileira. O tema e extenso e controverso, mas entendo como brasileiro e participante da sociedade que é importante, mesmo que não entenda muito do assunto, está ciente do debate e colocar aqui minhas impressões e o que penso sobre o tema que é muito complicado. Questões e indagações ainda me instigam e me levam a refletir, como: Onde começa a vida? O que pode ser entendido por alguém ser considerado morto? A existência de um ser começa quando? E entre outros que busco conhecimento e revelação em meus preceitos, conceitos e convicções.

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